segunda-feira, 27 de julho de 2015

Capítulo 5

Luan POV

O resto do meu dia não teve nada demais, só fiquei um pouco em frente ao computador e o resto do dia vendo TV, não estava com cabeça para fazer nada mais produtivo que isso. Fui dormir cedo o que é estranho para mim, principalmente em um sábado.

No domingo, depois do café da manhã fui para o computador e lá fiquei tão entretido editando vídeos e conversando com as pessoas que me acompanhavam que acabei nem descendo novamente para comer ou beber água. Quando notei já era quase três da tarde e minha barriga roncava de fome. Desci e não tinha ninguém por lá, fui para a cozinha e peguei um biscoito qualquer, depois fui ver onde estava as pessoas daquela casa. Como esperava, a empregada estava na lavanderia e a mesma disse que meu pai estava no escritório dali de casa. 

Estava indo para a escada com a intenção de ir para meu quarto quando a campainha tocou estranhei, será que meu pai esperava alguém? Como a empregada estava ocupada fui atender. Me arrependi de ter feito isso, quem estava lá era a vadia de ontem a noite, que raiva e nojo daquela mulher, fui curto e grosso.

- O que tá fazendo aqui vadia?

Ana POV

Cheguei em casa e fui logo para o meu quarto, tomei um banho e me joguei na cama, sem nem olhar celular ou algo do tipo. No outro dia acordei com meu celular tocando encima da penteadeira, onde tinha deixado ontem a noite, me levantei cambaleando, o peguei e atendi sem nem ver quem era, já que minha visão estava um pouco embaçada de sono.

- Alô?
- Oi meu amor. - Reconheci a voz, era o Amarildo.
- Oi mor.
- Tava dormindo?
- Sim. - Disse me sentando na cama.
- Desculpa te acordar. - Disse com uma voz um pouco culpada.
- Tudo bem mor, o que você quer?
- Queria te ver...
- Hoje não rola você vim aqui, meus pais estão em casa e não te apresentei ainda.
- Eu sei... Você podia vim aqui. - Falou manhoso.
- Ô vida, pode ser mais tarde?
- Pode, claro que pode.
- Seu filho tá ai?
- Está sim, mas não tem problema.
- Acho melhor não ir... - Falei receosa.
- Amor... Por favor, pode ficar longe dele se preferir.
- Tudo bem... - Suspirei me rendendo.
- To te esperando, beijos.
- Beijos. - Desliguei.

Me deitei novamente e como sabia que não dormiria novamente, fiquei mexendo no meu celular, respondi as mensagens no whatsapp e postei na fã page sobre alguns produtos de marcas parceiras. Quase uma hora depois eu tomei coragem e levantei, tomei um banho bem relaxante, lavei meu cabelo e fiz minhas higienes. Olhei no relógio e ainda não era nem meio dia, muito cedo para me arrumar para ir até a casa do Amarildo. Por isso, vesti uma blusinha qualquer com uma calça legging e uma rasteirinha. Desembaracei meu cabelo e deixei o mesmo solto, não passei maquiagem já que ia ficar em casa.

Quando deu a hora do almoço, comi com minha família e conversamos um pouco. Quando estava próximo das três da tarde, troquei de roupa, fiz uma make leve e deixei meu cabelo solto. Desci e me despedi dos meus pais, que especularam que eu estava namorando mas eu disse que ia sair só com uma amiga e não tinha hora para voltar. Peguei um táxi e em menos de 15 minutos estava na casa do Amarildo.

Paguei e o táxi, fui até a frente da casa e toquei a campainha, não demorou muito e logo a porta se abriu. Me surpreendi ao ver Luan na porta, sua expressão ficou raivosa e logo se dirigiu até mim, curto e grosso. 

- O que tá fazendo aqui vadia?

- Me respeita! - Falei ofendida com as palavras.
- Gente como você não merece nem um pouco disso, não sabe nem o que é isso.

- Não quero perder minha paciência com você garoto, chama seu pai por favor.
- Não, nessa casa você não entra! - Bateu a porta na minha cara.

Enraivada e sem acreditar peguei o telefone e liguei para o Amarildo, que depois de dois toques atendeu.

- Oi amor.
- Amor, vem aqui embaixo por favor?
- Por que? A empregada não foi abrir?
- Não, seu filho que veio.
- Ai meu Deus, o que ele fez?
- Me xingou e bateu a porta na minha cara.
- Esse menino tá sem limites. - Suspirou - Já estou indo amor.
- Tudo bem. - Desliguei.

Sentei em um degrau que tinha ali na entrada e fiquei esperando, não demorou muito e eu ouvi gritos que deduzi ser do Luan e do Amarildo, suspirei, não queria ser motivo de briga entre um pai e um filho.

Luan POV

Não acredito que aquela descarada apareceu aqui novamente, bati a porta na cara mesmo e não me arrependo. Minutos depois vi meu pai descendo as escadas, com certeza iria abrir a porta pro seu amorzinho.

- POR QUE FEZ ISSO, LUAN? - Gritou assim que chegou no último degrau.
- EU NÃO QUERO ESSAS VADIAS AQUI, ESTÁ ME OUVINDO?
- VOCÊ NÃO MANDA AQUI NEM NESSA CASA GAROTO, EU TRAGO QUEM EU QUISER.
- NÃO SE PREOCUPA, LOGO LOGO EU SAIO DAQUI.
- É BOM MESMO, NÃO TE AGUENTO MAIS.
- E AI VOCÊ PODE TRAZER AS VADIAS QUE QUISER PRA CÁ.
- MAIS RESPEITO PELA ANA!
- MAIS RESPEITO POR MIM PAI, PELA MINHA MÃE E MINHA IRMÃ.
- ELAS QUE SE LASQUEM!

Não consegui responder, as lágrimas imploraram para sair. Enraivado e entristecido, subi as escadas rapidamente, deixando as lágrimas escorrerem. 

Mais um amores, e ai estão gostando? O que será que vai acontecer agora? 
Acompanhem, comentem e divulguem amores!


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