segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Capítulo 15

Estava gravando vídeos no meu snap quando chegou mensagens no meu WhatsApp, olhei e era um número desconhecido, pensei que seria algum fã porém mesmo assim cliquei, assim que abriu vi algumas fotos do Amarildo conversando com uma mulher, fiquei sem entender mas depois pensei que poderia ser o Luan e ri disso. Eu não tinha motivos para me incomodar, já que o próprio Amarildo disse que teria uma reunião com uma mulher em sua casa.

Sai do aplicativo e bloqueie o celular. Me ajeitei na cama e fiquei pensando: qual será o problema do Luan? Ele faz de tudo para tentar acabar nosso relacionamento, mesmo o pai estando feliz. E mais uma vez, pensei em deixar o Amarildo para que Luan parasse com tudo isso, mas eu gostava dele, não era amo, mas havia um sentimento. Pensei também em como seria quando eu assumisse nosso relacionamento, o que as pessoas iriam achar? Enfim, o que importa é que eu estou bem.

Entre pensamentos acabei cochilando, acordei com minha mãe chamando para jantar, falei que já estava indo e ela saiu do quarto. Me levantei e desci, por um milagre todos estavam em casa, já que na maioria das vezes ficam no escritório até tarde. Me sentei e começamos a nos servir. No meio do jantar que estava totalmente em silêncio, minha mãe disse:

- Lembram da Mariana?
- Sim. – Respondemos.
- A filha dela está namorado com um homem bem mais velho...
- E?... – Perguntei querendo que continuasse.
- Que coisa feia, fica parecendo que é interesse.
- Eles podem se gostar, ué. – Justifiquei.
- Mas o que as pessoas irão pensar?
- Não importa a opinião dos outros quando se te amor.
- Amor? Isso não existe. – Meu pai falou.
- Claro que existe...
- Pois eu nunca vi.
- Mudando de assunto, como vai seu blog e o canal? – Minha mãe perguntou.
- Bem, o pessoal está gostando. – Respondi.
- Que bom!- Exclamou sorridente.
- Eu ainda não concordo com isso , creio que tem que cuidar dos negócios da família. – Meu pai disse.
- Eu não quero isso para mim, pai.-  Falei revirando os olhos.
- Infelizmente não posso te obrigar a nada. – Falou rude.
- Ainda bem... – Falei cansada desse assunto.
- E a faculdade, filha? – Minha mãe perguntou, mais uma vez tentando tirar aquele clima.
- Está em férias. – Respondi.
- Eu não acho certo esses estudos a distância. – Meu pai falou ainda rude.
- Para pai, que saco! Não apoia nada que eu faço! – Levantei ficando com raiva. – Com licença, perdi a fome. – Falei indo em direção a porta.
- Filha... – Ouvi minha mãe me chamar mas não dei ouvidos, sai da cozinha e fui para meu quarto.


Era sempre assim, meu pai nunca me apoiava em nada.

VOLTEEEEEEEEEEEEI! Tenho motivos (pessoais) para ter demorado tanto, mas agora vou fazer o possível para postar!!!
Comentem, divulguem e acompanhem, beijos!